quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

LULA, CPMF E A METAMORFOSE AMBULANTE

Por Rafael S. Vaillant

Existe uma música do cantor Raul Seixas, compostas nos anos 70. Que diz muita coisa para o atual estilo da política brasileira. Segue um trecho da música: “eu queria ser, essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre mundo”. Pelo visto não é somente o finado Raul que desejava ser uma metamorfose ambulante. O presidente Lula também tem sofrido uma transformação em suas ideologias.

Tendo em vista que Lula, durante o governo do FHC, foi a Capital da corrupção fazer duras críticas a CPMF, o imposto do cheque que iria até 31 de Dezembro de 2007. Ele achava o imposto um insulto aos pobres mais uma forma de o governo promover uma opressão e roubar o dinheiro do povo brasileiro.

Afinal, qual era o objetivo da CPMF (se é que tinha, teve ou tem?). Os R$ 38 bilhões arrecadados pelo imposto do cheque deveriam ser destinados para o Ministério da Saúde. Mas o atual governo usa o dinheiro para promover uma política assistencialista, pois parte do dinheiro serve para manter os “bene-vícios” do programa Bolsa-Família. Querem transformar a CPMF no imposto “do bem” se ela for toda para a Saúde. Pelo visto, o governo tem esquecido de cumprir com a sua obrigação de garantir o acesso de toda a uma saúde. Nunca na história deste país, o povo viu uma diversidade tão grande pizzas e cia.

Na loucura pela manutenção do poder, mais uma vez o que fale são as ameaças e apelação contraculturas ao povo e os senadores votarem a favor da prorrogação do imposto. Que perdeu o juízo nesta transformação foram os que mudaram sua posição com o Poder e o Interesse Político. Na verdade o que está em jogo não são os pobres, pois os pobres não são beneficiados pelo imposto, mas são vitimas de um sistema burgueses neo-liberal vestido de vermelho e que se diz a favor dos trabalhadores.

O caminho que deveria ser seguido pelo presidente Lula, é a sua idéia de quando era um homem do povo e para o povo, seria a reforma tributária que já possue o projeto só falta se encaminhada para Câmara. Mas o imposto é bom não para os pobres oprimidos, mas para o banqueiro opressor. Em sã consciência que Presidente iria dizer que os impostos no Brasil ajudam de verdade os pobres? Eu sou contra a CPMF por não saber em que ralo, em que saco, em que cueca ou em que bolso o dinheiro vai parar ou ajudar.

Pense nisso,

Rafael S. Vaillant

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