No dia 01 de Novembro pude sentir e ver de conforma mais intensa como um brasileiro sofre. Ao ir em hospital e constatar que muitas vezes o paciente vai ao médico em busca de um conforto e recebe um descaso, um mal tratado e um atendimento totalmente frio e seco, sem qualquer calor humano.
Fui surpreendido por uma situação onde pessoas precisam muito mais do que eu. Em pensar que o meu caso deveria ser rápido, vi que o meu caso na verdade não era simplesmente nada. E que na fila da vida e/ou do hospital existem pessoas em situações mil vezes pior do que a minha. A minha dor não é dor comparada com a mãe que entra no pronto atendimento com o filho tendo alucinações proveniente do uso de drogas que despertam o desejo de findar a própria vida. A minha espera não é espera se comparado com a mãe que aguarda com o bebê no colo o atendimento do único médico que tem que se transformar em três para dar conta de seu trabalho.
A minha aflição não é nem de perto a aflição dos que ali vêem um membro da família morrer.
Ah como minha dor é pequena. Como meu machucado não é nada. Como a minhas queixas não passa de criancice. Como pude sentir a dor de milhares de brasileiros que esperam por uma esperança advinda de doutor. Quantos brasileiros não sofrem por causa da morte na fila de espera.
Vi mais uma vez que o Brasil tem outra cara. Essa é cara feia do Brasil que pouco é mostrado na Tv, pois não dá audiência. Brasil da vergonha. Brasil que tenho vergonha. Brasil dos sem-vergonha dos burgueses, dos senadores do mensalão, cuecão e etc...
Brasil que é dos outros, porque para os milhares de Brasileiros que trabalham para viver ainda não é!
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